Do Hiperfoco à Sabedoria Financeira: O que Maria Antonieta me ensinou sobre consumo.
- Rory

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Certa vez, navegando pelo YouTube, deparei-me com um canal sobre história da moda, no qual a autora contava como uma rainha estrangeira conquistou um país inteiro com sua beleza e sofisticação.

Fiquei muito intrigada com a história de Maria Antonieta, mestre em usar o visual como escudo e arma em uma corte hostil.
A grande maioria de nós compreende o impacto da moda e seus benefícios. No entanto, sem o devido equilíbrio, o que deveria nos impulsionar pode acabar gerando retrocessos e complicações desnecessárias.
O impacto visual como estratégia.
Tenho certeza de que muitas de nós, tentamos de alguma forma usar esses artifícios para passar uma "mensagem". O que é muito válido. Mas, quando gastamos rios de dinheiro em compras impulsivas que ou não nos servem mais, ou não combinam em nada com o nosso acervo pessoal, torna-se um gasto inútil, sem

propósito e um grande desperdício de dinheiro. 🥲 Assim como Maria Antonieta usava suas roupas como uma estratégia política, aprendi que administrar meu guarda-roupa é, na verdade, uma forma estratégica de cuidar do meu patrimônio.
A virada de chave: Brechós e Sustentabilidade.
Como uma boa TDAH, vivi em 2024 um hiperfoco intenso em moda. Essa imersão me apresentou ao universo do second-hand. Os brechós deixaram de ser apenas "roupas usadas" e se tornaram uma estratégia inteligente: hoje consigo girar meu acervo com frequência, investindo em tecidos nobres e cortes clássicos sem pagar o preço de uma peça nova. É o equilíbrio perfeito entre o desejo de novidade e o respeito ao meu orçamento.

Dica Prática: A Pasta de Referências
Para não cair na tentação de sair comprando aleatoriamente, criei um filtro visual: antes de o dinheiro sair da conta, a peça precisa passar pelo teste da minha "Pasta de Referências". Se não comunica quem eu sou hoje, não merece o investimento. Nela, coloco todas as fotos das peças que mais me inspiraram e que têm a ver com a mensagem que gostaria de passar no momento. Acredito que não exista um estilo engessado para cada pessoa, e sim uma identidade em evolução para cada fase da vida, pois temos a necessidade de nos expressarmos de acordo com elas.

Outra coisa interessante que descobri ao longo dos meses ao criar este hábito, foi ter adquirido uma espécie de "bagagem visual"; ao olhar as poucas peças que tenho, consigo rapidamente montar um look de acordo com a ocasião, e ao andar pelas lojas, consigo identificar as peças que farão mais sentido para o meu closet, me ajudando a poupar dinheiro, tempo e evitando muitas frustrações futuras.

Quando mais nova, adorava ser diferente e, mesmo sem saber já usufruía desses artifícios para me conectar as "tribos sociais".
A parte triste é que, ao crescermos, vamos nos apagando aos poucos, buscando a invisibilidade. Mas, esse pode ser o ano de trazer a nossa autenticidade de volta, com muita sabedoria e intencionalidade.
Resgatar a autenticidade não precisa custar uma fortuna. Na verdade, a verdadeira sabedoria financeira mora na capacidade de dizer "não" ao que é apenas tendência e "sim" ao que é essencial para a nossa história.

P.s.: Continuo apaixonada pelo assunto. 🫠
P.P.S.: Se você também é TDAH e tem uma técnica de organização de guarda-roupa, compartilha comigo nos comentários.


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